É agosto na Suécia. A mesa está coberta de lagostins vermelhos, ramos de endro, pão, queijo e chapéus de papel que ninguém usaria noutra ocasião. A meio do jantar, alguém anuncia uma melodia. Os convidados abrem o pequeno cancioneiro junto ao prato, cantam durante meio minuto, levantam os copos, trocam olhares e dizem skål. Logo depois, voltam aos lagostins e à conversa.
Essa canção curta chama-se snapsvisa. No plural, snapsvisor.
Em português, canção sueca para beber diz o essencial de forma simples e natural. Mas uma snapsvisa é mais específica do que uma canção qualquer sobre vinho ou bebida: pertence a um momento concreto da refeição, imediatamente antes do brinde e da pequena dose de bebida espirituosa a que os suecos chamam snaps.
Em Portugal estamos habituados ao brinde: levantam-se os copos, alguém diz algumas palavras e ouve-se um «Saúde!» ou um «À nossa!». Na mesa sueca, por vezes há mais um passo. Antes do skål, canta-se.
Um guia cultural em português de Portugal, baseado no inventário sueco do património cultural imaterial, nas páginas do Spritmuseum e nas outras fontes indicadas no fim da página. O resto do Snapsvisor.eu, incluindo a coleção de canções, está em sueco.
A mesa, o copinho, as melodias, o clássico, os conselhos para convidados e como escrever uma canção própria. Basta escolher um tema para ir diretamente a essa secção.
Não há uma coreografia idêntica em todas as casas suecas. Uma família, um grupo de amigos e uma associação de estudantes podem fazer as coisas de maneira diferente. A estrutura, porém, reconhece-se depressa.
Alguém propõe uma canção. Se a letra foi escrita sobre uma melodia conhecida, diz-se primeiro qual é a melodia. Em jantares maiores pode haver um sånghäfte, um pequeno cancioneiro, ou uma folha com as letras. Todos cantam juntos. No fim, os copos sobem, diz-se skål, bebe-se um gole e a refeição continua.
Numa mesa pode haver várias canções durante a noite; noutra, Helan går pode ser a única. Nos jantares de estudantes é frequente haver quem conduza o canto. Entre amigos, uma canção pode começar de forma muito mais espontânea. Uma reportagem publicada no Público em 2016 resumia-o numa frase: «o hábito sueco de cantar sempre antes de um copo de aquavit».
É aqui que a tradição se afasta do nosso brinde habitual. O brinde não acontece apenas uma vez para abrir a refeição. A canção pode regressar entre pratos e conversas, criando pequenas pausas em que toda a mesa faz a mesma coisa ao mesmo tempo.
Há também um pormenor de etiqueta. A Systembolaget, a empresa estatal no centro do monopólio sueco da venda de álcool a retalho, descreve a forma clássica do brinde: olha-se para a pessoa com quem se brinda, bebe-se um gole e volta-se a trocar o olhar antes de pousar o copo.
Fontes: IKEA Portugal (festa sueca de lagostim), Levande kulturarv (snapsvisor), Spritmuseum (canções para beber), Público (2016) e Systembolaget (como se brinda).
Para imaginar a cena, podemos pensar num copinho de aguardente. Para traduzir a bebida, porém, a comparação já não chega.
Em sueco, snaps não é o nome de uma única bebida espirituosa. A palavra diz mais sobre a forma de beber do que sobre o que se bebe. Na maior parte das vezes, o que está no copo é brännvin, um termo sueco genérico para bebidas espirituosas, aromatizadas ou não.
Uma das variedades mais conhecidas é o akvavit, ou aquavit. Em português, a forma oficial é «akvavit ou aquavit», como no regulamento europeu das bebidas espirituosas: uma bebida aromatizada sobretudo com alcaravia ou sementes de endro, ou ambas, com um teor alcoólico mínimo de 37,5 %. O aquavit é frequentemente servido como snaps, mas as duas palavras não são sinónimos, e snaps não é a versão sueca de nenhuma aguardente portuguesa em particular.
Há ainda uma diferença de contexto. Entre nós, é comum a aguardente aparecer no fim da refeição, seja um bagaço, um medronho ou o cheirinho no café. O snaps tradicional sueco está dentro da refeição, junto do arenque, dos lagostins, do pão, do queijo e de outros pratos salgados.
Também não é obrigatório esvaziar o copo de uma só vez. Quando o snaps acompanha comida, o conselho sueco é não beber tudo de um trago e preferir pequenos goles. Há mesas com hábitos diferentes, mas participar no canto e no brinde não exige beber «de penálti».
Fontes: Systembolaget (snaps e aquavit), Regulamento (UE) 2019/787 (aquavit) e Systembolaget (snaps à mesa).
Uma das características mais importantes das snapsvisor é também uma das mais simples: muitas usam melodias que as pessoas já conhecem. Em vez de compor uma música nova, escreve-se outra letra para uma melodia familiar. Assim, uma canção escrita à tarde para o aniversário, o casamento ou o jantar dessa noite pode ser cantada por toda a mesa sem ensaio.
Há duas pontes fáceis de atravessar. A melodia sueca Broder Jakob é o nosso Frei João («Frei João, Frei João, dormes tu?»), e no Snapsvisor.eu há uma snapsvisa escrita sobre ela. A outra é Blinka lilla stjärna, a melodia de Brilha, brilha, estrelinha, que no Snapsvisor.eu já tem sete letras diferentes. Na coleção aparecem também melodias internacionais como Lili Marleen.
Muitas outras, porém, vêm de cantigas infantis, canções de Natal e canções populares suecas que nós não vamos reconhecer. É por isso que, muitas vezes, se anuncia a melodia antes de começar.
O mecanismo não nos é estranho: é o que fazem as claques nos estádios e os amigos que reescrevem uma canção para um casamento. A diferença é que na Suécia isto se tornou um costume fixo à mesa.
As letras podem falar do que está à frente de todos: o arenque, os lagostins, o anfitrião, o tempo, o aniversariante ou o copo. Algumas sobrevivem durante décadas. Outras são escritas para uma única noite e nunca mais voltam a ser cantadas.
Fontes: Levande kulturarv (snapsvisor), Spritmuseum (canções para beber), Biblioteca da Amadora (Frei João) e Porto Editora (Estrelinha).
Para quem só quiser fixar o nome de uma snapsvisa, que seja Helan går. É a mais conhecida e é frequentemente a primeira canção quando chega o snaps à mesa.
Fora da Suécia, o título é muitas vezes explicado como «vai tudo abaixo» ou «bebe tudo». É uma tradução que deixa escapar o mais interessante. Para perceber o título é preciso conhecer uma velha sequência de nomes. Na tradição mais antiga, os snaps servidos uns a seguir aos outros tinham cada um o seu nome: o primeiro chamava-se helan, o segundo halvan, o terceiro tersen. Para o primeiro, o copo ia cheio; para o segundo bastava metade, e daí vêm os nomes, que significam «o inteiro» e «a metade». A investigadora Christina Mattsson situa os nomes helan e halvan no século XVIII, enquanto os restantes nomes da série se desenvolveram mais tarde, sobretudo nos meios estudantis do século XIX. A lista completa está no guia sueco Snapsarnas ordning.
É por isso que uma tradução palavra por palavra pode enganar. Helan está ligado a hel, «inteiro», o que ajuda a explicar a tentação de traduzir o título por «tudo». Mas aqui a palavra é o nome do primeiro copo, e por isso a explicação mais útil em português é «vai o primeiro» (ou, dito à mesa, «lá vai o primeiro!»). Não serve para cantar; serve para perceber o que está a acontecer: chegou a vez do primeiro snaps.
A primeira estrofe, como aparece no Snapsvisor.eu com a pontuação ligeiramente normalizada:
Helan går,
sjung hopp falleri faderallan lej.
Helan går,
sjung hopp faderallan lej.
Och den som inte helan tar,
han inte heller halvan får.
Helan går!
(aqui bebe-se)
Sjung hopp faderallan lej.
Explicada em português:
Vai o primeiro,
cantemos hopp falleri faderallan lej.
Vai o primeiro,
cantemos hopp faderallan lej.
E quem não tomar o primeiro
também não leva o segundo.
Vai o primeiro!
(aqui bebe-se)
Cantemos hopp faderallan lej.
Esta é uma tradução explicativa, não uma adaptação cantável. Falleri faderallan lej não tem significado literal; funciona como um refrão de sílabas, algo como o nosso «tralalá». A letra varia um pouco de mesa para mesa; na página sueca da canção há também uma segunda estrofe, Halvan går.
A origem exata da canção não é conhecida. O Spritmuseum, o museu das bebidas espirituosas de Estocolmo, atribui-lhe cerca de 150 anos, embora uma forma da melodia já apareça na opereta sueca Modehandlerskan, de 1845.
Há uma história de 1957 que os suecos ainda contam: depois de a Suécia vencer o Campeonato do Mundo de hóquei no gelo, em Moscovo, nem todos os jogadores sabiam bem a letra do hino nacional. A equipa acabou por cantar Helan går.
Para a pronúncia, o melhor é ouvir uma gravação sueca. Para um ouvido português, Helan går soa mais ou menos a «hêlan gôr», com o «h» aspirado, como em inglês, e não mudo. Skål soa a «skôl», com o «o» fechado, como em «avô». Nenhuma destas transcrições reproduz perfeitamente as vogais suecas.
Fontes: Spritmuseum (história das snapsvisor), Christina Mattsson na revista Forskning & Framsteg e Uppslagsverket Finland.
A palavra Midsommar já aparece sem tradução em textos portugueses sobre a Suécia, explicada como a celebração do solstício ou como a grande festa sueca de verão. A ligação ao solstício é importante, mas a data moderna não é «21 de junho»: o midsommarafton, a véspera, que é o dia principal da celebração, cai sempre na sexta-feira entre 19 e 25 de junho. A proximidade no calendário pode fazer lembrar o nosso São João e os Santos Populares, embora sejam tradições diferentes: sardinhas, manjericos, balões e fogueiras na noite de 23 para 24 de junho de um lado; coroas de flores, mastro e uma longa mesa de verão do outro.
Dança-se em redor do midsommarstång, o mastro enfeitado com folhas e flores, as refeições são demoradas e na mesa aparecem arenque marinado, batatas novas, endro e morangos. O snaps e as snapsvisor pertencem sobretudo a esta parte da festa: a refeição.
É útil separar duas imagens que facilmente se misturam para quem vê o Midsommar de fora. Små grodorna, a canção dos sapinhos, pertence à dança em redor do mastro. A snapsvisa pertence à mesa e ao brinde. As canções desse dia estão reunidas na página sueca Snapsvisor till midsommar.
Fontes: NiT (Midsommar), Wikipédia em português (São João do Porto), Visit Sweden (Midsommar), Visit Stockholm (Midsommar) e a lei sueca dos feriados.
Neste caso, Portugal já tem uma tradução pronta. A IKEA Portugal chama-lhe «festa sueca de lagostim», usa também «festa do lagostim» para explicar kräftskiva e, na mesma página, descreve o cancioneiro em papel e as «canções para beber» durante o jantar, seguidas de brinde. Na Wikipédia em português aparece como «tainada do lagostim», com um termo informal do Norte para uma festa com comida e bebida entre amigos.
A festa acontece sobretudo em agosto. Os lagostins de água doce são cozidos com bastante endro e servidos frios. À volta aparecem pão, queijo, cerveja, snaps, lanternas de papel e os inevitáveis chapéus de papel. A antiga regulamentação que limitava a época de pesca foi completamente abolida em 1994, mas agosto continuou associado à tradição.
Helan går ouve-se muitas vezes, mas há dezenas de canções dedicadas aos lagostins, ao endro, ao copo ou à noite. As mais lidas estão reunidas na página sueca Snapsvisor till kräftskivan.
A tradição também está presente entre os suecos da Linha de Cascais: o Svenska Klubben, o clube sueco de Lisboa, Estoril e Cascais, inclui o Midsommar e a kräftskiva entre as suas atividades.
Fontes: Nordiska museet (festa do lagostim), Visit Sweden (festa do lagostim), IKEA Portugal (festa sueca de lagostim), Wikipédia em português (tainada do lagostim), Priberam (tainada) e Svenska Klubben Portugal.
Midsommar e kräftskiva são os cenários mais conhecidos, mas a tradição não fica presa ao verão. As snapsvisor também aparecem no julbord, o bufete sueco de Natal, e na Páscoa, em refeições festivas.
Os jantares de estudantes foram importantes para o desenvolvimento da forma moderna, e as snapsvisor continuam a fazer parte da cultura estudantil sueca; os cancioneiros das associações de estudantes fazem lembrar os das nossas tunas académicas, que também têm o seu «Hino ao Vinho». A diferença é que na Suécia não há tuna a atuar: canta a mesa inteira. Em casamentos, aniversários e celebrações, é frequente alguém escrever uma letra nova para aquela mesa.
Quando há uma snapsvisa, a lógica é normalmente a mesma: canta-se à mesa, o copo está à frente e a canção conduz ao skål.
Fontes: Levande kulturarv (snapsvisor), Spritmuseum (história das snapsvisor) e Desertuna (cancioneiro).
Não precisas de saber sueco. As canções são curtas e, em festas organizadas, a letra costuma estar impressa. Se não conheceres a melodia, ouve os primeiros compassos e entra quando conseguires. Não é preciso cantar bem. Conta mais participar do que afinar.
Não precisas de beber álcool. Podes cantar e levantar um copo com água ou uma bebida sem álcool. O gesto partilhado é a canção e o brinde.
Não tens de beber tudo de uma vez. Um gole chega. Há quem esvazie o copo de um trago, mas isso não é uma condição para participar.
No brinde, presta atenção aos olhares. Na forma clássica, os copos sobem, as pessoas olham umas para as outras, bebem e voltam a trocar o olhar antes de pousar o copo. Não é preciso chocar os copos: numa mesa grande, levanta-se o copo, procura-se o olhar e pronto, como explica o guia sueco Skålens 10 gyllene regler (em sueco).
Se quiseres levar uma garrafa, trata disso com tempo. Na Suécia, o vinho e as bebidas espirituosas não se vendem nos supermercados; em regra, compram-se na Systembolaget. Uma garrafa portuguesa pode ser uma boa lembrança para os anfitriões.
E skål? É o nosso «Saúde!», nem mais nem menos.
Fontes: Systembolaget (snaps à mesa), Systembolaget (como se brinda) e Infopédia (saúde e skål).
A fórmula também funciona em português.
Frei João é uma boa escolha, porque a melodia é conhecida tanto em Portugal como na Suécia. Um exemplo escrito apenas para esta página:
Melodia: Frei João («Frei João, Frei João, dormes tu?»)
Meu copinho, meu copinho,
inda não, inda não.
Primeiro cantamos, primeiro cantamos,
depois skål, depois skål.
Serve só para mostrar a estrutura: melodia conhecida, letra nova, brinde no fim. Indica sempre, por cima da letra, sobre que melodia se canta, para que mesmo quem a vê pela primeira vez possa cantar logo.
No Snapsvisor.eu há quase 900 canções sobre mais de 300 melodias, organizadas por melodia, e vê-se logo quantas letras diferentes cabem na mesma melodia. A partir daí podes montar o cancioneiro da tua festa, imprimi-lo ou partilhá-lo com os convidados através de um código QR. A ferramenta e as canções estão em sueco.
Cantar e beber à mesa não é uma invenção sueca.
Também nós temos tradições em que o vinho e o canto andam juntos: as desgarradas e as cantigas ao desafio do Norte, cantadas em quadras nas romarias e nos serões, e os cancioneiros das tunas académicas, com o seu «Hino ao Vinho». O que estas tradições não têm é o passo característico da snapsvisa: uma canção curta, cantada em conjunto, imediatamente antes do brinde com snaps.
A forma sueca tem uma história própria. As suas raízes ligam-se a tradições europeias mais antigas de canto associado à bebida, enquanto o modelo hoje reconhecível se consolidou sobretudo nos séculos XVIII e XIX. O meio estudantil do século XIX teve particular importância: muita gente sentada à mesma mesa, melodias que todos conheciam e letras novas que podiam ser cantadas imediatamente. A tradição ficou especialmente forte na Suécia e nas regiões de língua sueca da Finlândia.
No século XX, a tradição sobreviveu mesmo aos anos mais restritivos da política do álcool, quando para comprar bebidas espirituosas era preciso o motbok, uma caderneta pessoal de racionamento. E continua a produzir material novo. O Spritmuseum começou a recolher snapsvisor em 1992 e o seu arquivo tem hoje mais de 12 000 canções; desde 1995 realiza também um campeonato sueco de novas snapsvisor.
Fontes: Wikipédia em português (desgarrada), Desertuna (cancioneiro), Levande kulturarv (snapsvisor), Spritmuseum (história das snapsvisor), Christina Mattsson na revista Forskning & Framsteg e Spritmuseum (campeonato sueco).
| Sueco | Em português |
|---|---|
| snaps | Pequena dose de bebida espirituosa ligada à refeição e ao brinde; não é o nome de uma bebida específica |
| snapsvisa | Canção curta e coletiva ligada ao snaps e ao brinde |
| snapsvisor | Plural de snapsvisa |
| skål | «Saúde!», a palavra do brinde |
| nubbe | Palavra sueca informal para snaps |
| brännvin | Termo sueco genérico para bebidas espirituosas, aromatizadas ou não |
| akvavit | Aquavit; bebida espirituosa aromatizada sobretudo com alcaravia ou endro |
| helan | Nome tradicional do primeiro snaps |
| halvan | Nome tradicional do segundo |
| tersen | Nome tradicional do terceiro |
| Midsommar | A grande festa sueca do verão, no fim de junho |
| midsommarafton | A véspera de Midsommar, a sexta-feira em que decorre a celebração principal |
| midsommarstång | O mastro enfeitado com folhas e flores à volta do qual se dança no Midsommar |
| kräftskiva | A festa sueca do lagostim, sobretudo em agosto |
| sånghäfte | Cancioneiro, pequeno caderno com as letras |
| julbord | Bufete tradicional sueco de Natal |
| Systembolaget | A empresa estatal que detém o monopólio sueco da venda de álcool a retalho, com uma exceção limitada, desde 2025, para a venda direta por pequenos produtores |
O sueco tem muitas outras palavras informais para snaps. Estão reunidas, com as fontes dos dicionários, no guia sueco Snapsens många namn.
O brinde, o canto em grupo e a letra nova sobre uma melodia conhecida não são novidade para nós.
O que é especificamente sueco é a forma como estas coisas se encontram à mesa: uma canção curta, o copo que sobe, o skål e o regresso à comida. Depois de uma ou duas canções, já ninguém precisa de explicar a sequência.
As letras são curtas e a página de cada canção indica sobre que melodia se canta, mesmo para quem não lê sueco.
Estas são as principais fontes das informações culturais e históricas desta página. Muitas estão em sueco ou em inglês. Os conselhos para convidados e para escrever uma canção são da redação do Snapsvisor.eu.